TEATRO ESCOLA DE VITÓRIA - HISTORIA - 02
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Obituário Morre:
Flodoaldo Togneri Viana (1920-2015)
O ator e diretor Flodoaldo Togneri Viana morreu no último sábado (8) aos 94 anos, vítima de infecção nos rins. Deixa 10 filhos. Um dos fundadores do Teatro Escola de Vitória (TEV), em 1951, Flodoaldo Togneri Viana, foi figura funda REDAÇÃO
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O ator e diretor Flodoaldo Togneri Viana morreu no último sábado (8) aos 94 anos, vítima de infecção nos rins. Deixa 10 filhos. Um dos fundadores do Teatro Escola de Vitória (TEV), em 1951, Flodoaldo Togneri Viana foi figura fundamental na fase de semiprofissionalização do teatro capixaba. Em História do Teatro Capixaba (1981), fonte desta matéria, Oscar Gama classifica seu teatro de “rústico e absolutamente primitivista”. Não há aí tom de censura.
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O ator e diretor Flodoaldo Togneri Viana morreu no último sábado (8) aos 94 anos, vítima de infecção nos rins. Deixa 10 filhos. Um dos fundadores do Teatro Escola de Vitória (TEV), em 1951, Flodoaldo Togneri Viana foi figura fundamental na fase de semiprofissionalização do teatro capixaba. Em História do Teatro Capixaba (1981), fonte desta matéria, Oscar Gama classifica seu teatro de “rústico e absolutamente primitivista”. Não há aí tom de censura.
Nascido em uma fazenda de Alfredo Chaves em 16 de outubro de 1920, viveu a infância em Cachoeiro de Itapemirim e se estabeleceu em Vitória em 1932. Sua estreia como ator aconteceu em 1938 ou 39, como ator da peça beneficente O Descobrimento do Brasil, encenada ao ar livre no adro da Igreja de Santo Antônio. Sua entrada definitiva no universo das artes dramáticas se daria em 1943 justamente em sua terra natal.
Dirigida por Eurico Souza Silva, a Companhia de Comédia Leda Estela corria todo o interior do Brasil e, naquele ano, aportou em Alfredo Chaves. Flodoaldo Togneri Viana estava na plateia e, um, se enlevou com o que assistiu e, dois, se apaixonou pela filha de Eurico, Dirce Souza. As paixões o levaram a abandonar o emprego (na Farmácia Cunha) e casa em Vitória e seguir viagem com a companhia pelos rincões do Brasil. No mesmo ano, casou-se co Dirce em Cariacica.
De forma mambembe, viaja com a Companhia de Comédia Leda Estela entre 45 e 51. Neste ano, quando a companhia chega pela terceira vez a Vitória, uma ocorrência triste: um infarto fulminante leva Eurico Souza Silva. Ao mesmo tempo, Flodoaldo Togneri Viana e Dirce de Souza Viana se mostram enfadados da instável vida teatral mambembe. Outro fator; o casal já tinha filhos em idade escolar.
Decidiram, então, se fixar em Vitória. Fecham a Companhia de Comédia Leda Estela, mas não abandonaram os palcos: daí nasce em 28 de julho de 51 o Teatro Escola de Vitória. A primeira peça do grupo é de autoria de Eurico Souza Silva: As Cartas Não Mentem Jamais, encenada na Escola Normal Pedro II (atual Escola Maria Ortiz).
O TEV ficou ativo até 1962, encenado cerca de 30 espetáculos. Eram de 10 a 15 apresentações por mês, de quatro a oito no Teatro Carlos Gomes e as demais no interior do estado ou, raro, em outros estados. O privilégio de apresentações no mais nobre espaço teatral da cidade não se estendia a outros grupos. A explicação: além de honrar o aluguel, Flodoaldo Togneri Viana já tinha sido maquinista do teatro, realizando com eficiência a operação de montagem e desmontagem da tela de cinema. A arrendatária do espaço, a Empresa Santos, recebia do TEV uma quantia proveniente das concorridas apresentações. A renda também cobria os modestos cachês dos atores.
Como se apresentava constantemente ao ar livre, o TEV se via premido a sempre renovar seu repertório. De quatro em quatro meses, montava um novo texto. Entre as peças, vale destacar o Auto de Natal, de Lúcia Benedetti, que estreou em 59, mas que ganhou mais elevada notoriedade entre 76 e 80, quando novamente encenada ao ar livre na Igreja de Reis Magos, na Serra. A montagem é precursora dos autos de Natal que, atualmente, todo ano são apresentados no Espírito Santo, sobretudo em Vitória e na Serra.
As atividades extra-teatrais de Flodoaldo Togneri Viana o forçam a suspender as atividades do TEV em 1962. Ele administra um bingo e dirige uma empresa de som e publicidade. Pesa também o fim do contrato de arredamento do Carlos Gomes pela Empresa Santos. Em 1970, o então diretor do Serviço de Teatro da Fundação Cultural, Marien Calixte, convida Flodoaldo Togneri Viana para comandar a administração do Carlos Gomes e criar um grupo teatral dentro do próprio teatro. Daí renasce o TEV, que passa a remontar peças de seu período áureo.
Segundo analise Oscar Gama, o teatro de Flodoaldo Togneri Viana e seu fundamental TEV se fazia mais pela prática do que por técnica e teoria. Era um teatro realista, de montagem e produção singelas. Daí o termo “primitivismo”: era uma estética que não se vinculava a técnicas mais sofisticadas de interpretação, dicção e expressão corporal. Características, que, no entanto, não impediram o TEV e seus fundadores de figurarem na história da conformação da cena teatral capixaba.
Segundo familiares, o último trabalho teatral de Flodoaldo Togneri Viana foi em 2010. Em 2004, atuou no cinema, no curta-metragam Pour Elise, de Erly Vieira Jr.
Homenageados
IV Festival Nacional de Teatro Cidade de Vitória
Diretor - Flodoaldo Togneri Viana Nascido em 1920,o capixaba de Alfredo Chaves estreou no teatro entre 1938 /1939,como ator, na peça“O Descobrimento do Brasil”.Foi o fundador do Teatro Escola de Vitória, em 1951, ao lado de nomes como Eurico Silva, Dirce de Souza Viana, IzabelVasconcelos de Souza e Gerson Von Rondow. É considerado um precursor do teatro no Estado.
Pelo Teatro Escola de Vitória, ele levou pelo Brasil peças como "As Mãos de Eurídice (de Pedro Bloch, 1952), "Quem Beijou Minha Mulher?”, “Beijo no Alfalto" e "A Víbora da Cruz”. Na primeira fase de atividades da escola, o grupo de Flodoaldo chegava a fazer em média 15 espetáculos por mês. Suas estréias eram sempre no Theatro Carlos Gomes.
Em 1962, o projeto foi interrompido, mas Flodoaldo Viana não abandonou o teatro. Ele continuou a montar algumas peças infantis nos anos 60, 70 e 80.
Glecy Coutinho Filha de capixabas, nasceu em Aimorés (MG), veio para o Espírito Santo com apenas oito dias de idade. Viveu até os 23 anos em João Neiva, onde é Secretária de Cultura.
Por 20 anos trabalhou em veículos de comunicação de Vitória e foi professora do curso de Comunicação da Ufes, onde se aposentou.
Nos anos 60 e 70 atuou em muitas peças de teatro com o grupo “ Praça Oito” dirigido por Gerson Von Rondow. Trabalhou também na peça de Plínio Marcos “Navalha na Carne”, em 1968, que foi proibida pela censura. Atuou ainda em peças infantis.
Em 1970 foi dirigida por Flávio Rangel na peça de Pirandello “Assim é se lhe Parece”, com a Companhia de Teatro de Paulo. Sua última atuação em teatro foi em 1982 na peça de Amylton de Almeida “Mamãe Desce ao Inferno”, dirigida por Renato Saudino. Escreveu duas peças de teatro e teve participação em alguns longas. Falando nas homenagens (que eu esperava para o último dia), receberam hoje o prêmio de homenageados desses anos (Uma réplica da frente do Teatro Carlos Gomes)
O diretor teatral Flodoaldo Togneri Viana, cuja história remete desde 1938, quando se iniciou como ator, graças a um antigo amor, e fundou o Teatro Escola Vitória em 1951. A atriz Glecy Coutinho, que já fez os mais diversos trabalhos, dentro do teatro e no cinema. o ator, diretor e produtor Tião Carneiro, que também já fez os mais diversos trabalho em palco ou na frente de uma câmera. E, uma bela homenagem póstuma ao Bailarino, artista plástico, coreógrafo, cenografia à, figurinista e músico, Magno Godoy. Antes deles receberem seus prêmios, tiveram uma breve homenagem através de vídeos, muitas vezes emocionantes, o Sr. Flodoaldo Togneri Viana, fez um belíssimo discurso, assim começou oTEATRO ESCOLA DE VITÓRIA.
Assim começou o Festival Nacional de Teatro, que promete nos trazer os mais diversificados espetáculos e apresentações. Não percam um dia, se possível, pois vale à pena prestigiar o teatro, seja do nosso estado ou não!
Agora um release sobre os trabalhos do dia 13/10/2008 e sobre os homenageados: TEATRO ESCOLA DE VITÓRIA

TEATRO CARLOS GOMES
FLODOALDO TOGNERI VIANA ( TEATRO ESCOLA DE VITÓRIA )
O Theatro Carlos Gomes é uma referência cultural para Vitória e todo o Espírito Santo desde os anos vinte. O projeto inicial é de autoria do italiano André Carloni, nascido em Bolonha, radicado no Espírito Santo desde 1890.
Em 1925, com o fechamento do Theatro Melphômene, Carloni inicia o projeto do Theatro com muito idealismo e amor à terra adotiva.
Do antigo teatro, utiliza os balaústres e as colunas de ferro fundido trabalhado, que servem até hoje de sustentação para os camarotes.
A inauguração aconteceu no dia 5 de janeiro de 1927, com a exibição do filme "O que faria com um milhão". No dia seguinte, foi apresentado o espetáculo "Verde e Amarelo", com texto de autoria de Patrocínio Filho e Ruy Pavão, pela Companhia Nacional de Revistas Tan-Tan.
A administração, inicialmente do próprio André Carloni, passa por arrendamento em 10 de novembro de 1929 para a Empresa Santos, que transforma o teatro em cinema. Em 1934 o prédio é vendido ao Governo do Estado, continuando sob administração da Empresa Santos.
As apresentações teatrais passam a ser esporádicas, em função da programação cinematográfica.
Na década de 50, passa a funcionar novamente como espaço cênico para apresentações do Grupo de Teatro de Flodoaldo Viana.
Terminado o contrato com o Governo do Estado na década de 60, a Empresa Santos retirou as cadeiras e equipamentos cinematográficos. O prédio foi reinaugurado em 15 de dezembro de 1970, após árduo trabalho de recuperação das fundações do prédio e restauração de suas características originais. Outras reformas ocorreram em 1978, 1985, 1992 e 2003.
Tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 12 de março de 1983, o principal teatro da Grande Vitória está situado na Praça Costa Pereira, no centro histórico da cidade.
Historia - CHICO LESSA (Musico - Ator)
Depoimentos
Meu nome é Francisco José Viana Lessa. Eu nasci em Vitória, Espírito Santo em 12 de novembro de 1948.
FAMÍLIA - Pais/ Irmãos
Meus pais são José Arimatéia de Almeida Lessa, já falecido, e minha mãe Fani Viana Lessa. Minha família é de seis irmãos: Jorge, depois de mim tem a... – eu sou o mais velho – Magda, o Jorge, Tadeu, Eleonora e Alexandre.
INICIAÇÃO MUSICAL
Iniciação musical
Meus pais não têm relação com música, mas eu tenho um tio que fazia teatro. Então a minha infância foi assim; eu freqüentei muito bastidor de teatro. Ele tinha o Teatro Escola de Vitória. Ele foi fundador desse teatro, desse grupo. Eu vi o Procópio Ferreira, por exemplo, assim nos bastidores. Bibi Ferreira. Ah, eu tinha oito, nove anos de idade, dez anos. E ele encenava todo ano. Encenava a vida de Cristo. Era muita coisa. Nelson Rodrigues também. A primeira vez que eu ouvi falar de Nelson Rodrigues foi, não tinha idéia, mas foi nessa época.
A primeira música que eu ouvi, que me marcou, foi Kalú. É um baião, acho que é Luiz Gonzaga, não é? E Kalú eu vi em um, eu lembro dessa cena, parque de diversão que tinha do lado da minha casa. Tinha um areal e tinha parque de diversão. E eu lembrei. Quando eu chego lá tinha um calouro cantando essa música, cara. E fiquei com ela na cabeça. E depois, anos mais tarde, que eu fui saber. E frequentei...